"Com base no exemplo selecionado, discuta em seu blog os processos de transição entre os modelos natural, matemático e computacional"
O exemplo que selecionei foi "Mondrian generator".
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| Piet Mondrian |
Em torno de 1920, retângulos azuis, vermelhos, amarelos (as cores elementares do Universo, segundo o próprio) e brancos separados por linhas pretas. Assim podemos uma parte das pinturas famosas de Mondrian, contudo, não é tão simples assim.
Piet Mondrian almejava o total equilíbrio em suas pinturas. Cada cor tem um peso, diagonais nunca aparecem. A arte de Mondrian é o natural e o matemático intimamente ligados, especialmente no início fase Neoplasticista, da qual falaremos aqui.
O modelo natural:
Quadro nº2
Técnica: Óleo sobre tela | Dimensões (em cm): 75 x 65 | Local de exposição: Coleção Max Bill, Zurique, Suíça.
Modrian geralmente usava óleo sobre tela em seus quadros.
Piet Mondrian (1920)
Hoje podemos achar tinta à óleo e tela em lojas especializadas por toda a cidade. O processo de pintura, com as tintas atuais:
Tintas à óleo
Preferencialmente, prepara-se a tela lixando as imperfeições do tecido e passando uma camada de selante, para que a tinta não seja "sugada" pelo tecido. Mistura-se óleo de linhaça à tinta para diluí-la, pois a mesma é muito densa. Pode-se adicionar terebentina ou secante de cobalto para catalizar o processo de secagem, que dura em torno de 3 dias. Para um quadro estilo "Mondrian-Neoplasticista" deve-se usar apenas as cores primárias: vermelho, amarelo, azul em sua forma pura (sem misturas), além do preto (ausência de luz) e do branco (luz), que podem ser misturados.
O matemático:
Piet Mondrian foi bastante influenciado pelo movimento teosófico e pelo matemático M.H.J. Schoenmaekers, especialmente no tratado "Matemática Expressiva". O movimento alegava ter resolvido o conflito entre a espiritualidade e ciência ao aplicar o conceito de evolução a uma escala cósmica — todo o universo estaria evoluindo, não só as espécies, e nós estaríamos vivendo sucessivas encarnações rumo à perfeição.Além de atribuir certo "peso" para as cores e linhas a fim de equilibrar assimetricamente, Mondrian trabalhou, na fase em questão, com linhas perfeitamente verticais e horizontais e o retângulo de ouro - originário do número de ouro: (1+raiz quadrada(5))/2, aproximadamente 1,61803398874989484...
Fazendo algumas observações bem superficiais vemos que não é difícil achar alguns desses retângulos. Circulei de verde alguns retângulos que se encaixam na regra.
Se alongarmos os segmentos de retângulos que seguem o padrão de ouro obtemos boa parte do grid preto em algumas ocasiões:
A partir do primeiro par de retângulos dessa obra, o alongamento de suas hastes forma boa parte do grid, que formam sucessivamente áreas proporcionais e alinhadas.
O computacional:
Primeiro são definidas as variáveis, incluindo as cores. No setup é chamada a função "drawPainting()". A função organiza a chamadas das outras funções que desenharão o "quadro". Após temos um "mousePressed()" que define que a cada clique uma nova tela será gerada (chamando de volta a "drawPainting()").As funções:
- drawHorizontalLines() e drawVerticalLines(): desenham as linhas pretas horizontais e verticais, respectivamente, por meio de um laço semelhante ao que usamos pra desenhar grids, porém com alguns parâmetros aleatórios. Aqui também temos a chamada de "linesLimit()" que determina o número máximo de sorteio para a randomização do número de linhas.
- drawFrame(): desenha uma "moldura" do tamanho definido em "size".
- deleteLines() e removeLineLeftOfRectangle(xPosition,yPosition): removem alguns segmentos das linhas pretas, dando a impressão de retângulos brancos. A primeira chama e passa parâmetros para a segunda.
- fillRectangles() e fillSingleRectangle(blue/red/yellow): definem a cor e posição dos retângulos coloridos. Logo no início temos um sorteio de quantos existirão na tela. Então um laço é chamado para desenhá-los.
O código encontrado no Openprocessing.org:
O resultado:
Fontes:
See ya!


































